Cidades Postado por Hélio Lemes - 11 de julho de 2019 14:03 | Atualizado há 5 meses

UFG alerta para possível paralisação caso o bloqueio do orçamento seja mantido

Os cortes no orçamento foram anunciado em abril deste ano

diario da manha
Foto: Reprodução

Por meio de nota divulgada na última quarta-feira (10) a Universidade Federal de Goiás (UFG) informou que, caso seja mantido o bloqueio do orçamento feito pelo Ministério da Educação (MEC), as atividades da instituição serão todas paralisadas. Abraham Weintraub, responsável pela pasta, foi quem anunciou os cortes em abril deste ano. Além das universidades federais, o bloqueio deve afetar as Instituições Federais de (IFE).

O informe, publicado no site da instituição, diz que a redução de 30% do orçamento fez com que a universidade chegasse ao final do primeiro semestre “com severas dificuldades para a manutenção das atividades “. Ainda segundo a nota, cerca de R$ 27 milhões destinados ao custeio da instituição não estão disponíveis. Com isso, a universidade está com um déficit de 69% o orçamento previsto para o pagamento de despesas como água, segurança e limpeza.

Além disso, o departamento de bolsas de estudo para os estudantes de graduação e pós-graduação fica afetado com tal medida. O documento informa ainda que novas estratégias de redução e racionamento já são analisadas e implementadas pelos gestores da universidade.

Confira a seguir a nota completa da UFG:

A Universidade Federal de Goiás, ao longo dos últimos anos, tem trabalhado para aperfeiçoar os instrumentos de gestão orçamentária e financeira de forma a garantir o funcionamento de suas atividades, buscando sempre maior eficiência e economicidade. Com o bloqueio de 30% do orçamento pelo governo federal no mês de abril, a UFG chegou ao fim do primeiro semestre de 2019 com severas dificuldades para a manutenção das atividades meio, como contratações e aquisições, porém preservando as atividades fins: ensino, pesquisa e extensão.

Logo após a divulgação do bloqueio orçamentário, as universidades federais iniciaram uma intensa mobilização para reverter esse quadro. Iniciamos o segundo semestre com bastante preocupação, visto não haver ainda qualquer sinalização por parte do Ministério da Educação quanto ao desbloqueio no orçamento das Universidades.Distribuído de forma equânime entre os semestres, a dotação de cada ano é planejada pela equipe gestora da UFG de acordo com as necessidades contratuais e prioridades da instituição.

Para os próximos seis meses, estariam reservados cerca de 39 milhões, metade do orçamento anual de custeio previsto em Lei para a UFG em 2019. Desse montante, aproximadamente 27 milhões destinados ao custeio estão bloqueados, representando um déficit de 69% do orçamento previsto para o pagamento de serviços essenciais, como energia, água, segurança e limpeza, além do pagamento de parte das bolsas de ensino, pesquisa e extensão a alunos de graduação e de pós-graduação.

Considerando que o orçamento disponível (não bloqueado) não será suficiente para custear as despesas da instituição até o final do ano, novas medidas de racionamento e redução de serviços estão sendo analisadas e implementadas. A Reitoria da UFG, de forma articulada com as demais universidades federais, com a Andifes e com entidades da sociedade civil e parlamentares, intensificará as ações junto ao Governo Federal para reverter esse quadro.

Caso o bloqueio do orçamento persista, a UFG não terá como evitar a paralisação total de suas atividades de ensino, pesquisa e extensão, acarretando graves prejuízos à comunidade acadêmica e, consequentemente, à sociedade.

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