Cidades Postado por Hélio Lemes - 10 de julho de 2019 11:15 | Atualizado há 2 meses

Polícia apreende computadores e documentos em nova fase da "Operação Mákara"

Sete mandados de busca e apreensão foram cumpridos

diario da manha
Foto: Reprodução

Na manhã desta quarta-feira (10) a Polícia Civil do Estado de Goiás, por meio da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes contra a Ordem Tributária (DOT), deflagrou a terceira fase da Operação Mákara, que investiga fraudes licitatórias supostamente cometidas por ex-servidores da Secretaria Estadual de Educação e empresários do setor de construção civil.

Durante diligência dos policias, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão, em Goiânia, em residências de empresários da construção civil. De acordo com informações repassadas pela Polícia Civil, os agentes apreenderam diversos computadores, celulares, pen drives e documentos que reforçam os indícios da prática dos crimes investigados.

A Seduc foi procurada, por meio da assessoria de Comunicação, mas até o momento a pasta ainda não se pronunciou sobre o ocorrido.

Servidores em fraudes de processos licitatórios

O órgão informou que as investigações Operação Mákara, iniciadas em maio deste ano, já passou por duas fases, onde foi possível identificar que os servidores tinham relação com os sócios das empresas e facilitavam, de alguma forma, as licitações, dando agilidade nos processos para essas empresas vencerem. Durante a primeira fase foram 10 mandados em Goiânia e Aparecida de Goiânia.

Ainda segundo a PC, durante a segunda fase desta operação foi constatado que a organização criminosa era composta por servidores públicos e empresários que, há cerca de oito anos, atuam nas licitações de forma fraudulenta, em combinação de resultados e mediante pagamento de propina. Nesta fase, em 7 de junho, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão em Aparecida de Goiânia e em São Luiz dos Montes Belos.

Na época, a Seduc informou que exonerou os envolvidos no esquema e disse que tem cooperado com as investigações. A pasta ainda afirma que os crimes se iniciaram na gestão passada.

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