Postado por O Globo - 1 de novembro de 2015 06:50 | Atualizado há 5 anos

Oswaldo lamenta expulsão de Guerrero e diz que atacante é ‘perseguido’

Técnico rubro-negro falou ser favorável ao diálogo com jogadores afastados

diario da manha

RIO – O técnico Oswaldo de Oliveira lamentou a derrota do Flamengo para o Grêmio, neste domingo, em Porto Alegre. Para ele, o fator determinante para o resultado foi a expulsão de Guerrero.

– O Guerrero é um jogador experiente. Não esperávamos que ele tivesse essa reação. Mas, se olharmos o lado dele, tem sofrido muitas faltas que não marcam. Acaba desequilibrando o jogador. No primeiro tempo, o jogador do Grêmio subiu com o cotovelo. O árbitro não deu. Tudo tem limite, é ser humano. Não justifica o que ele fez, mas merece um pouco mais de respeito. É o único jogador estrangeiro que atua no Brasil escolhido para o prêmio (dos melhores do Brasileiro). Tem uma série de qualidades – comentou Oswaldo.

Para o treinador, o peruano está sendo “marcado” pelos juizes no Campeonato Brasileiro.

– Na minha opinião, tem sido perseguido pelas arbitragens. Hoje teve uma reação, vi e fiquei preocupado porque o quarto árbitro já tinha me chamado atenção porque reclamei das faltas. Passou na hora, árbitro veio e me chamou atenção, aceitei e fiquei quieto. No Guerrero fez a mesma coisa. Justo o segundo cartão. Mas isso foi muito unilateral. O Grêmio fez muitas faltas e não houve nenhum tipo de reação nesse sentido. Na minha conta, fica uma falta de compensação – disparou.

Apesar do resultado negativo na Arena do Grêmio, o técnico rubro-negro avalia que o time tem tudo boas atuações.

– Sofremos realmente várias derrotas. Falei disso. Tirando o jogo do Figueirense, não estamos jogando tão mal pra sofrer essas derrotas. Estamos trabalhando bastante para reagir e recolocar o Flamengo no caminho das vitórias. Todo mundo está muito triste, perdemos mais um jogo. Procurei confortá-los, dar força. Precisamos trabalhar para vencer a próxima partida.

A equipe rubro-negra teve vários desfalques, principalmente por conta dos jogadores afastados durante a semana por terem participado de uma festa.

– Eles têm todo direito de se divertir onde quiserem. Eu tenho todo o direito de escolher os jogadores que quero para o meu time com o comportamento que eles têm. Temos um compromisso muito grande de reerguer o Flamengo, e eu vinha batendo seguidamente nessa tecla de comportamento, descanso e sono por causa da sequência de jogos. Isso foi deixado de lado por eles. Não tiveram compromisso com aquilo que deveriam ter, por isso tomei essa atitude. Eles têm todo o direito de fazer o que quiserem, e eu tenho todo o direito de escalar quem eu quiser também – detonou Oswaldo.

Porém, o treinador garante ser favorável ao diálogo:

– Não sou disciplinador. O jogador profissional não precisa de um disciplinador. Precisa de um treinador técnico, de um orientador tático e um motivador mental. Esse é o meu papel. A disciplina ele tem que trazer da formação como jogador. Tem que chegar aqui pronto para eu trabalhar com ele. Não preciso disciplinar um homem de 20 e tantos, 30 anos, pai de família. O cara tem que saber o que quer. Sempre digo o seguinte: não sou disciplinador, sou selecionador. Se ele se apresentar em condições, vai jogar. Se não tiver condições, e isso passa por vários setores, aí não vai jogar comigo. Agora, gosto de conversar, não acho que isso é uma situação irreversível, porque são jogadores de categoria que cometeram erro. Eles podem voltar atrás, sim. Nunca me escondi de diálogo, sempre gostei de conversar, e nós vamos ver o que vai ser feito na sequência a respeito deles.

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